Objetivos do Tratamento
- Reconhecer-se como dependente;
- Estabelecimento de vínculo terapêutico;
- Promover o pensamento como intermediário entre impulso e ação;
- Reorganizar o esquema valorativo;
- Reorganizar a homeostase familiar;
- Inserir o paciente em esquemas sociais saudáveis
Motivos para a internação
- Incapacidade de abster-se do uso
- Consultas sob intoxicação
- Pensamentos suicidas e ameaças suicidas
- Nível das intoxicações
- Overdose
- Impulsividade
- Hetero-agressividade ( risco aos outros)
- Outros quadros clínicos associados
Fases do tratamento e duração estimada
Fase I (até 3 meses)
- Desintoxicação e reequilíbrio das função cerebrais
- Percepção dos riscos e prejuízos do uso
- Desenvolvimento de vínculo terapêutico que possa contrapor-se ao vinculo com a droga
Fase II ( de 3 a 6 meses)
- Reorganização do esquema de valores pessoal
- Mudança de comportamentos
- Melhoria do relacionamento familiar
Fase III ( de 6 a 9 meses)
- Consolidação do Esquema Valorativo
- Preparação para o processo de reinserção sócio-familiar
- Desempenho de uma interação comunitária solidária
Fase IV (Hospital Dia) ( de 9 a 12 meses)
- Levantamento de Habilidades e Aptidões
- Prevenção de Recaídas
- Reinserção Sócio-Familiar
Internações Involuntárias
LEI Nº 10.216, de 6 de abril de 2001.
Art. 6º: A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico que fundamente os motivos de tal decisão.
Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica:
I – internação voluntária: aquela que se da com o consentimento do paciente;
II – internação involuntária: aquela que se da sem o consentimento do paciente e a pedido de um terceiro; e
III – internação compulsiva: aquela determinada pela Justiça.
IV – Internação voluntária que posteriormente passa a ser involuntária.
Princípios para efetividade no tratamento (NIDA)
- Um único tratamento não é indicado para todos os indivíduos
- O tratamento precisa estar disponível de modo imediato
- O tratamento efetivo não se limita a tratar somente o uso de drogas. Deve abordar problemas médicos,
psicológicos, sociais, profissionais e legais associados a esse uso. - O plano de tratamento precisa ser constantemente revisado, de forma a garantir adequação às mudanças de
necessidade do paciente. - O tratamento deve incluir estratégias para evitar o abandono precoce do tratamento, pois a permanência por um
período adequado é crítica para sua efetividade. - Aconselhamento e outros tipos de terapias são essenciais para um tratamento efetivo.
- Medicamentos são elementos importantes para muitos pacientes, especialmente quando combinados com
aconselhamento e outras terapias comportamentais. - Indivíduos que abusam ou são dependentes de drogas e que também apresentam outros problemas psiquiátricos
devem ter ambos os problemas tratados de maneira integrada. - A desintoxicação é apenas o primeiro estágio do tratamento da dependência, e, por si só, contribui muito pouco
para uma mudança de comportamento em longo prazo. - O tratamento não precisa ser voluntário para ser efetivo.
- O possível uso de drogas durante o tratamento precisa ser monitorado continuamente.
- Programas de tratamento devem oferecer uma avaliação do paciente em termos gerais de saúde, como para:
HIV / AIDS, hepatite B e C, tuberculose e outras doenças infecciosas; assim como ajudá-lo a modificar
comportamentos que o coloquem em risco de contrair tais quadros. - A recuperação pode ser um processo longo e freqüentemente requer múltiplos episódios de tratamento

