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Novos Riscos, tratamento para vícios em jogos

Novos Riscos, tratamento para vícios em jogos
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A internet facilita a vida de todo mundo, incluindo a de pessoas viciadas em jogos de azar. Uma pesquisa publicada na revista médica especializada “The Lancet” ressalta o perigo que cassinos on-line representam para quem tem problema com apostas. Segundo o estudo, a internet deveria oferecer, por outro lado, formas de tratamento para essas pessoas.

A publicação alerta para o surgimento de novos meios que sustente o vício, como por exemplo a internet. “Temos de prestar atenção às novas tecnologias, um campo em constante mudança”, concorda David Hodgins, professor de Psicologia da Universidade de Calgary, Canadá, e co-autor do relatório, que examinou a situação de estudos e tratamentos para o vício.

O desejo de apostar é praticamente universal, mas estudos encontraram variações acentuadas entre países e regiões em relação à porcentagem de pessoas cujo desejo de jogar por dinheiro pode ser classificado como um problema patológico.

Na Noruega, uma em cada 500 pessoas possui um transtorno de jogo, enquanto em Hong Kong, a taxa sobe para a preocupante taxa de uma em 20. Apenas 10% dos jogadores compulsivos procuram tratamento, segundo o relatório.

A Associação Americana Psiquiátrica identificou o jogo patológico como um transtorno do controle de impulso em 1980, mas atualmente ainda analisa os critérios utilizados para o diagnóstico.

Os jogadores patológicos muitas vezes têm outros transtornos psiquiátricos ou problemas de abuso de substâncias. Entretanto, de acordo com a pesquisa, há uma carência de estudos sobre como lidar com essas situações.

Eles por vezes podiam “se tratar” sozinhos, apenas evitando lugares públicos onde se pode apostar. No entanto, a internet oferece um novo desafio para o monitoramento, permitindo-lhes jogar na privacidade de suas casas.

“Hoje em dia está muito mais difícil evitar jogos de azar”, sintetiza Hodgins. Ele lembra que sites de apostas muitas vezes entram em contato com clientes em potencial via e-mail. Ou seja, mesmo que o jogador tente se distanciar deste mundo, a tentação é grande.

Por outro lado, Hodgins sustenta a ideia de que a internet também poderia ser uma aliada, e não apenas uma vilã para os viciados em jogo. Segundo ele, a rede pode ser capaz de incentivar mais estudos sobre como tratar os distúrbios do jogo e possivelmente compensar os problemas causados ​​aos jogadores com problemas de acesso a jogos online.

A criação de fóruns na internet para que as pessoas com o mesmo problema se ajudem, nos moldes dos grupos de auto-ajuda como os Jogadores Anônimos, é uma das principais propostas exploradas pelos pesquisadores.

fonte: Reuters

 

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