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Olhar Digital – Psiquiatra Pablo Roig fala sobre o vício em videogame

Dr. Pablo Roig – Vício em games: quando diversão vira compulsão

A Organização Mundial da Saúde, órgão da ONU responsável pela orientação mundial de políticas públicas de saúde, bateu o martelo. Existe, sim, vício em videogames. Esse tipo de compulsão vai ser classificado oficialmente como uma doença mental ainda em 2018, mas ninguém sabe ainda quando. Isto significa que médicos vão poder diagnosticar o vício em games como uma doença, receitar tratamentos e, dependendo do caso, até medicamentos – tudo com respaldo da OMS.

Mas de onde veio essa ideia de classificar o vício em games como doença? Na verdade, muitos países já tratam essa compulsão como um distúrbio mental há alguns anos. Na Coreia do Sul, por exemplo, uma lei de 2011 proíbe que jovens com menos de 16 anos joguem videogame entre meia-noite e 6 da manhã. Empresas de games no Japão e na China também tomam precauções para evitar que usuários fiquem tempo demais diante das telas, incluindo alertas e sistemas rigorosos de controle. Mas só agora é que essa preocupação vai se tornar norma global.

O vício surge por conta de uma substância no cérebro chamada dopamina. Trata-se de um neurotransmissor responsável por trazer sensação de prazer a uma região do cérebro motivada por recompensa. Toda vez que você faz alguma coisa que te dá prazer, o cérebro libera uma descarga de dopamina. Só que em alguns casos, o cérebro fica obcecado por essas descargas e passa a procurar, cada vez mais, situações que liberem mais e mais dopamina. É isso o que leva a todo tipo de vício, inclusive ao vício em games. Quanto mais tempo jogando, mais dopamina seu cérebro recebe e mais depende do jogo ele fica.

Este jovem de 26 anos procurou a ajuda de uma clínica de reabilitação em São Paulo para combater a compulsão por games. O vício em jogos eletrônicos também o levou a outros problemas, como a dependência química.

O que a maioria dos especialistas concorda é que o vício em games não é uma epidemia. Um estudo realizado recentemente na Noruega com mais de 10 mil pessoas mostrou que menos de 1% deles apresenta um comportamento compatível com o que a OMS considera patológico. Outros estudos em outras partes do mundo indicam números parecidos. Ou seja: nem todo mundo que joga pode ser considerado doente.

A OMS também tem regras bem específicas para determinar o que pode ser considerado vício. Preste atenção: perder o controle sobre a frequência, intensidade e o tempo diante dos jogos; dar prioridade aos games em detrimento de outras atividades do dia a dia; continuar ou aumentar a frequência com jogos mesmo diante de consequências negativas.

Confira a entrevista do psiquiatra clicando nos links abaixo:

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Vício em jogos eletrônicos é caso de saúde pública em muitos países

Reportagem do Jornal Nacional, da Rede Globo, sobre o vício em jogos eletrônicos tem a participação do Dr. Cirilo Tissot

Um grupo de especialistas aconselhou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a considerar o vício em jogos eletrônicos como um transtorno mental.

A Organização Mundial da Saúde reconhece os benefícios do mundo virtual como a troca de informações em tempo real. Mas alerta: o exagero é um problema de saúde pública em muitos países.

Para o psiquiatra Cirilo Tissot, a decisão de incluir o vício em games como transtorno vai ajudar os médicos a fazer essa diferença. Ele explica: há uma predisposição genética na maioria dos casos e sinais que servem de alerta.

“Quando eu começo a deixar de fazer outras obrigações, ir na escola, estudar, frequentar relacionamentos sociais, de amigos, quando eu começo a fazer isso em função de jogo, esse é principal sintoma de que a pessoa está viciada, esta compulsiva nessa atividade”, disse.

A dependência em games, assim como em outras atividades, tem uma explicação, uma reação bioquímica dentro do nosso cérebro: ele libera um neurotransmissor chamado dopamina, que dá uma sensação de prazer, euforia, recompensa. Quem se vicia, não consegue viver sem essa descarga de dopamina. Sempre quer mais e mais.

Confira a reportagem com a participação do psiquiatra clicando no link abaixo:

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O psiquiatra Cirilo Tissot foi convidado pelo Café com Jornal para falar sobre o vício em videogame

Dr. Cirilo Tissot participa do programa Café com Jornal da Bandeirantes

Confira alguns trechos da participação do psiquiatra clicando nos links abaixo:

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Jovem Pan – Psiquiatra Cirilo Tissot discute a definição da OMS do vício em games como distúrbio psiquiátrico

Entrevista com o Dr. Cirilo Tissot para a rádio Jovem Pan

No sábado dia 08/07/2017, o programa Pan News da rádio Jovem Pan, entrevista o psiquiatra Cirilo Tissot, da clínica Greenwood, sobre definição da OMS do vício em games como distúrbio psiquiátrico.

Para ouvir a entrevista clique no link abaixo:

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