Archive for setembro 2011

Vera Fischer Deixa Clinica de Reabilitação

Vera Fischer Deixa Clinica de Reabilitação
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Vera Fischer, 59 anos, deixou a clínica de reabilitação na manhã desta terça-feira (27), no Rio de Janeiro, depois de dois meses de internação, para tratar de sua dependência química.

Vera já tinha recebido alta da equipe médica no último dia 10, desde que continuasse com um acompanhamento médico em casa. À época, optou por ficar internada. Na despedida, a atriz, visivelmente abatida, fez questão de cumprimentar os funcionários e pacientes.

Segundo a amiga e assessora da loira, Liège Monteiro, ela está muito animada e mais forte do que quando entrou. “Ela está muito bem”, contou a porta-voz.

O histórico de Vera Fischer com as drogas vem de longa data. Vera já passou por três outras internações. Em 1995, foram duas: uma após uma briga com a babá de seu filho Gabriel, fruto de seu relacionamento com o ator Felipe Camargo, e outra quando destruiu os móveis de sua casa. Dois anos depois, a mais longa internação de todas, quando se submeteu a um rigoroso tratamento de oito semanas.

Após a alta médica, a atriz seguiu para sua casa. Vera continuará tratamento com sessões semanais com um psiquiatra.

Vera Fischer deixa clínica de reabilitação

Vera Fischer deixa clínica de reabilitação, nesta terça (dia 27).

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Viciados que estão tratamento usam auxílio-doença para sustentar vício

O auxílio-doença é um direito de todo trabalhador segurado pelo INSS. Dependência química é uma dessas doenças.

O auxílio-doença é um direito de todo trabalhador segurado pelo INSS. Dependência química é uma dessas doenças. Só que muita gente está aproveitando o recurso do governo pra sustentar o vício.

O sofrimento se arrasta há pelo menos dez anos. Uma mulher é casada com um usuário de crack. Ela já perdeu as contas de quantas vezes o marido deixou o emprego para se tratar. Ele conseguiu o auxílio-doença pelo INSS e chegou a ficar internado por pouco tempo. “Sei que ele recebe, mas não sei nem o valor. Gasta tudo com a droga”, revela a mulher.

Casos como esse aconteceram em uma clínica de recuperação de pacientes que se trataram apenas até receber o primeiro benefício do INSS. Quando viram o dinheiro na mão, em vez de pagar o tratamento, compraram drogas.

“É preocupante, porque é um dinheiro que seria legal para usar dentro de algo que fosse beneficiar a pessoa. A gente percebe que o que está financiando, inclusive o tráfico de drogas, com o próprio dinheiro do governo”, aponta Eugênio Rozzeti Filho, presidente do Conselho Antidrogas de Cascavel.

Dependentes químicos que contribuem para o INSS têm direito ao auxílio-doença quando estão em tratamento. No primeiro semestre desse ano, quase 21 mil pessoas receberam o benefício. O álcool é o campeão de auxílios, seguido pelo tratamento da dependência de cocaína. O problema é que quem recebe o benefício é o próprio usuário.

“A gente não pode garantir que esse paciente esteja fazendo o tratamento, a gente não fica monitorando esse paciente. Então, pode ocorrer de ele estar utilizando, recair na droga e passar a utilizar esse dinheiro para comprar a droga. Não tem como fazer o monitoramento”, afirmou André Pereira Westfalen, médico perito do INSS.

“Prefiro que alguém de confiança vá comigo, que pegue o dinheiro, entregue o dinheiro na mão dele. Ele paga a instituição e eu fico com nada. Por enquanto, estou com quase dois meses, não estou confiando em mim mesmo”, revelou um usuário.

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Deputados de SP aprovam lei contra consumo de álcool por menores

Estabelecimento que permitir consumo será multado em até R$ 87,2 mil.

Governo paulista promete intensificar fiscalização.

A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou nesta terça-feira (21) um projeto de lei do governo estadual que proíbe a venda, oferta e permissão de consumo de bebida alcoólica a menores de 18 anos em estabelecimentos comerciais do estado. O projeto cria mecanismos de fiscalização e controle para cumprimento do que rege o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e agora segue para a sanção do governador Geraldo Alckmin.

Segundo o a assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes, o ECA só proibia a venda de bebidas alcoólicas para menores, não havendo punição para os estabelecimentos que permitissem o consumo, mesmo no caso de adolescentes acompanhados de responsáveis.

O projeto prevê aplicação de multas de até R$ 87,2 mil, além de interdição por 30 dias – ou até mesmo a perda da inscrição no cadastro de contribuintes do ICMS – de estabelecimentos que vendam, ofereçam, entreguem ou permitam o consumo em suas dependências de bebida com qualquer teor alcoólico entre menores de 18 anos de idade.

“Nós vamos fazer 30 dias de um trabalho educativo, de informação e de divulgação e a partir de então começam as blitze para exigir o cumprimento da lei. Hoje o jovem começa a beber com 14 anos e isso leva à violência, desastres com carro e motocicleta, risco de outras drogas e dependência química. Então esse é um passo muito importante em São Paulo pela saúde dos nossos jovens”, afirmou o governador Alckmin sobre a aprovação do projeto de lei 698/2011.

Segundo o governo estadual, serão desenvolvidas ações para tratamento, educação e fiscalização do consumo indevido por álcool por adolescentes e haverá abertura de clínicas de tratamento para dependentes. O governo paulista pretende ainda implementar ações em escolas, além de intensificar as blitze da polícia para flagrar e punir motoristas alcoolizados.

Todas as ações fazem parte do plano de combate ao álcool na infância e adolescência lançado pelo governo paulista em agosto. O estado já conta com um sistema de controle de venda de bebidas alcoólicas a menores em supermercados.

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Sócrates já respira sem ajuda de aparelhos

O ex-jogador recebe cuidados médicos na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Albert Einsten. Ele sofre de cirrose hepática e, se não melhorar, poderá ter que fazer um transplante de fígado.a

De acordo com o boletim médico divulgado pelo hospital Albert Einstein nesta quarta-feira, o quadro clínico do ex-jogador de futebol Sócrates segue estável. O ídolo segue na UTI, mas já consegue respirar sem aparelhos e está consciente. Ele foi internado no último dia 5 de setembro com uma hemorragia interna no aparelho digestivo.

O hospital informou na terça-feira que um balão gástrico havia sido retirado no dia anterior, e não havia nenhum sinal de sangramento. Sócrates já havia sido internado em 19 de agosto deste ano com o mesmo problema e foi liberado nove dias depois. Em entrevista após receber alta, o ex-jogador do Corinthians e da seleção brasileira revelou que tinha um ponto cirrótico em um local sensível do fígado. Sócrates também revelou ser dependente de álcool e garantiu que se livraria do vício dali em diante.

Da primeira vez, ele foi diagnosticado com hemorragia digestiva alta no estômago, devido ao consumo de álcool. Agora, o sangramento aconteceu na região do abdômen e ele foi tratado com remédios e passou por exames na tentativa de controlar a hemorragia. Ainda não há previsão de alta.

Sócrates é um dos maiores ídolos do Corinthians e um dos jogadores mais importantes da história da seleção brasileira. Apelidado de “Doutor”, por ser formado em medicina, foi um dos principais responsáveis pelo bicampeonato corintiano em 1982/1983. Já foi eleito pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) como um dos 100 melhores jogadores vivos, além de ser premiado diversas vezes por revistas especializadas em todo o mundo.

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Há uma Imelda em cada um.

Há uma Imelda em cada um.
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Como a lendária ex-primeira-dama 
filipina, muita gente compra demais. 
E isso pode ser uma doença

Há em cada um de nós uma Imelda Marcos, a lendária ex-primeira-dama das Filipinas que se tornou símbolo de consumismo sem freios e de acumulação de bens além de qualquer bom senso. Quando uma revolução depôs seu marido, o cleptomaníaco ditador Ferdinand Marcos, em 1986, os revolucionários espantaram-se ao encontrar em seus armários um estoque de 3.000 pares de calçado. A advogada gaúcha Christiane Ávila, 32 anos, tem mais de sessenta pares de sapatos no armário – o que é um espanto para quem não é Imelda Marcos. Muitos deles permanecem há meses na caixa e nunca foram usados. Só numa loja de roupas, ela chegou a fazer doze carnês de compras a prazo em apenas um mês. Na volta para casa, as sacolas vinham escondidas no porta-malas do carro para que o marido não as visse. “Quando estava triste, ia ao shopping fazer compras e, se estava feliz, também comprava. Não conseguia me controlar”, conta Christiane, que tinha uma coleção de cinco cartões de crédito. Foram necessários quatro anos – e 7.000 reais em dívidas – para que ela descobrisse que não era uma mulher fútil e perdulária, mas portadora de uma das chamadas doenças da civilização: a compulsão para as compras. Apesar de pouco conhecido, esse mal, cujo nome científico é oneomania, afeta 1% da população mundial, segundo estimativa da Associação Americana de Psiquiatria. Christiane conseguiu controlar o problema com o auxílio de terapia e de um medicamento para estabilizar o humor. “Cancelei quatro dos meus cinco cartões de crédito e estou proibida de ir ao shopping sozinha”, diz. “Só vou junto com o meu marido, e aí ele não me deixa comprar nada.”

Os compradores compulsivos costumam adquirir produtos que nunca vão usar e deixam de pagar contas essenciais por causa dos gastos supérfluos. Cartões de crédito e cheques especiais lhes proporcionam uma sensação de poder e eles não resistem a uma liquidação. As mulheres representam quase 80% dos casos. Os primeiros sinais do distúrbio costumam surgir ainda na adolescência, mas é comum a procura por ajuda só acontecer quando as dívidas se tornam maiores que a capacidade de pagá-las. O tratamento envolve psicoterapia e, dependendo do caso, medicamentos. “No momento do impulso, essas pessoas perdem a noção de certo e errado”, diz o psiquiatra gaúcho Diogo Lara. Ele afirma que oito em cada dez pacientes que sofrem de transtorno bipolar – doença que se caracteriza pela alternância de momentos de euforia e de depressão, com períodos de normalidade nos intervalos – apresentam compulsão para as compras. “Tenho uma paciente que roubou o cartão de crédito da mãe e comprou 2.000 reais em perfumes. Depois, sentiu um enorme remorso”, diz Lara, que recentemente lançou o livro Temperamento Forte e Bipolaridade.

A compulsão para as compras, naturalmente, é favorecida pelo incessante incentivo ao consumo na vida moderna. Nunca houve tanto crédito disponível para quem está disposto a se endividar. Os bancos distribuem cartões e concedem cheques especiais com liberalidade. No caso dos gastadores compulsivos, esses recursos se transformam numa terrível armadilha. Também nunca houve tanta oferta de produtos, que não são mais vendidos apenas em lojas, mas também pela televisão e pela internet. Essas mercadorias, por sua vez, são substituídas por novos lançamentos em velocidade avassaladora. “Quanto mais consumista a sociedade, maior o número de gastadores compulsivos”, diz o neuropsicólogo Daniel Fuentes, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Segundo Fuentes, compradores compulsivos sofrem de uma desordem do impulso. “São pessoas que não conseguem resistir a uma forte pressão interna para comprar alguma coisa. Qualquer coisa.” Freqüentemente, também apresentam outros comportamentos compulsivos, como comer ou beber além da conta. “Eles tendem a tomar atitudes imediatistas e têm pouca capacidade de planejamento e organização no dia-a-dia”, diz Fuentes.

Os grupos de auto-ajuda são um recurso valioso no controle da oneomania. Inspirados nos Alcoólicos Anônimos (AA), os Devedores Anônimos (DA) surgiram em 1968 nos Estados Unidos justamente para ajudar quem perde o controle de seus gastos e, conseqüentemente, de suas dívidas. Hoje, há mais de 500 grupos de Devedores Anônimos espalhados por dezoito países. O primeiro grupo brasileiro foi criado há seis anos, em São Paulo. Hoje já existem dez, em quatro Estados. Por aqui, não existem estatísticas sobre a quantidade de gastadores compulsivos. Mas uma pesquisa da Associação Nacional de Defesa dos Consumidores do Sistema Financeiro (Andif) com 6.000 inadimplentes revela que 30% deles se endividaram comprando produtos supérfluos.

“Comecei a freqüentar o DA há um ano e já consigo me controlar mais”, diz Teresa (nome fictício), uma enfermeira que chegou a ter dezessete cheques devolvidos e acumulou dívidas de 15.000 reais. Tudo gasto em supérfluos – roupas, sapatos, perfumes e maquiagem. “Uma vez fui a uma financeira e fiz um empréstimo de 1.000 reais”, conta a enfermeira. “Saí de lá direto para um shopping e torrei tudo em roupas.” Nas reuniões, os gastadores dispõem de um tempo para falar sobre seus problemas, são aconselhados a anotar minuciosamente seus gastos e despesas todos os dias e a aposentar cartões de crédito e talões de cheques. Foi exatamente essa a alternativa encontrada por Laura (nome fictício), uma funcionária pública aposentada que freqüenta as reuniões há dois anos e hoje só faz pagamentos em dinheiro. No auge da crise, ela contraía um empréstimo num banco para pagar a dívida feita em outro. “Não me interessava pelo preço do produto, só queria saber em quantos meses eu podia pagar”, ela relata. Apesar de muitas vezes ainda sentir vontade quase incontrolável de ir às compras, Laura agora consegue refrear seus impulsos repetindo para si mesma o lema do grupo: só mais 24 horas sem fazer nenhuma dívida.

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