Archive for maio 2011

Governo distribui panfletos contra o oxi

William Cardoso – O Estado de S.Paulo

A Secretaria de Estado da Saúde vai distribuir hoje, entre 9h e 15h, na Estação Brás da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), na região central de São Paulo, mil panfletos alertando a população sobre as consequências do uso do oxi, droga considerada mais devastadora que o crack, que pode ser encontrada por até R$ 2. O folheto ainda terá explicações sobre a diferença entre o crack e o oxi.

Levantamento divulgado pela secretaria apontou que 12% dos 92 pacientes atendidos pelo Centro de Referência em Álcool, Tabaco e outras Drogas (Cratod) já usaram oxi. Segundo a pesquisa, 65% do total nunca ouviram falar da droga, o que pode indicar que já a usaram sem saber. Entre os entrevistados, 22% disseram que o oxi é pior que o crack.

Reunião do Conselho Estadual sobre Drogas (Coned-SP) realizada ontem tratou também da disseminação do oxi no Estado. Segundo participantes, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) cobrou uma ação integrada dos órgãos públicos.

Para especialistas, é preciso bem mais que distribuição de folhetos para combater o oxi. “Pode ter muita boa vontade, mas, diante da tempestade em que estamos, vai ser difícil ter uma ação eficaz e alcançar o objetivo esperado. Não vai atingir a massa, que deveria saber mais sobre o assunto”, diz Sandra Crivello, especialista no tratamento de usuários de drogas.

Em sua opinião, a secretaria poderia usar em relação ao oxi as mesmas formas de esclarecimento adotadas em campanhas sobre a aids e a dengue, com divulgação intensa nos meios de comunicação. “Deveria fazer uma “imunização”, vacinar as pessoas com informação para evitar um dano maior posteriormente.”

Resposta. Questionada se a distribuição de panfletos não seria pouco eficaz, a secretaria disse que se trata de uma primeira ação pontual, importante para alertar a população. Segundo a pasta, profissionais já estão sendo capacitados. Sobre o porquê de a distribuição não ocorrer na região da cracolândia, que concentra grande número de usuários, a secretaria afirmou que o Cratod já faz ações no local. A escolha do Brás se deu em razão de uma feira de saúde na estação da CPTM, que também conta com grande circulação de pessoas todos os dias.

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Amy Winehouse se interna novamente em clínica de reabilitação

Amy Winehouse se interna novamente em clínica de reabilitação
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Porta-voz da cantora confirmou internação na manhã desta sexta (27).
Jornal diz que artista comprou vodca antes de ser internada.

Amy Winehouse voltou a se internar em uma clínica de reabilitação nesta sexta-feira (27). A notícia foi confirmada pelo o seu porta-voz ao jornal britânico “The Sun”. A artista será tratada no centro The Priory, no Reino Unido.
Segundo a publicação, antes da internação a artista teria comprado vodca em uma loja de bebidas de Londres. “Ela estava fora de si, quase caindo e trocando as palavras”, afirmou uma testemunha, que se disse chocada ao ver a artista comprar a bebida alcoólica no começo da manhã.

Amy Winehouse durante show no Rio, em janeiro deste ano. (Foto: Alexandre Durão / G1)
Amy também teria parado em um restaurante para se trocar e, na saída, afirmou que teria vomitado no banheiro. O porta-voz explicou que a frase foi uma brincadeira da artista.
Após um longo período sem se apresentar, justamente por conta de seu passado com drogas e álcool, Amy voltou em janeiro deste ano aos palcos para uma série de shows pelo Brasil. Apesar da aparência frágil e de esquecer as letras de suas próprias músicas em alguns momentos, ela bebia apenas água e uma (possível) xícara de chá nas apresentações. Os shows dividiram opiniões devido aos seus momentos de apatia e euforia.
Em fevereiro ela foi vaiada ao cantar em Dubai, por passar parte do show cutucando as unhas e mexendo no cabelo. Na ocasião, ela cantou apenas seis músicas e abandonou o palco.

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Dependente químico é pago para fazer vasectomia

John, 38 anos, usuário de drogas desde os 12

Um dependente químico da cidade de Leicester, na Inglaterra, é a primeira pessoa na Grã-Bretanha a aceitar dinheiro para se submeter a uma vasectomia.

O pagamento é iniciativa de uma entidade beneficente americana que faz campanha para que viciados em drogas sejam esterilizados.

O programa, batizado de Project Prevention (Projeto Prevenção) está oferecendo o equivalente a cerca de RS$ 513 para qualquer usuário ou usuária de drogas em Londres, Glasgow, Bristol, Leicester e partes do País de Gales que aceite fazer a operação.

O homem, identificado pelo nome fictício de John, disse à BBC que “não deveria jamais ser pai”.

Aos 38 anos de idade, ele admite ser dependente de drogas desde os 12.

“Isto é algo que eu vinha pensando há muito tempo”, disse. “Não vou poder sustentar uma criança, mal consigo sustentar a mim mesmo”.

John aceitou participar do programa de esterilização e agora tem 30 dias para pensar sobre o assunto. Se ele não mudar de idéia, será o primeiro britânico a participar do projeto, que já esterilizou 3.500 americanos.

‘Suborno’

A notícia foi recebida com críticas por entidades beneficentes britânicas que trabalham com dependentes químicos.

A fundadora do Project Prevention, a americana Barbara Harris, admitiu que seu método é uma forma de suborno.

“O dinheiro motiva as pessoas. É uma forma de suborno, sim”, ela disse à BBC.

Ela argumenta, no entanto, que esta é a única forma de impedir que bebês sofram danos físicos e mentais como consequência do uso de drogas por seus pais.

A entidade britânica Addaction, que oferece tratamentos a dependentes químicos na Grã-Bretanha, calcula que um milhão de crianças no país vivam hoje com pais que usam drogas.

Mulheres grávidas que usam drogas podem passar a dependência química para o bebê ainda no útero, o que pode provocar danos ao cérebro e outros órgãos da criança.

Harris disse ter decidido criar sua ONG após adotar filhos de uma usuária de crack na Carolina do Norte.

“A mãe natural dos meus filhos obviamente usava todo tipo de drogas e álcool. Ela literalmente teve um bebê por ano durante oito anos”.

“Fico muito zangada por causa dos danos que as drogas provocam nessas crianças”.

Depois de pagar milhares de dependentes químicos nos Estados Unidos para que não tenham filhos, ela está agora visitando partes da Grã-Bretanha com maior incidência de uso de drogas para tentar convencer usuários a se submeterem a um programa de “controle de natalidade a longo prazo” em troca de dinheiro.

O presidente da Addaction, Simon Antrobus, disse que se por um lado ninguém deseja ver crianças sendo criadas em ambientes onde há consumo de drogas, não existe, na opinião dele, lugar para o Project Prevention na Grã-Bretanha.

(O projeto) “explora pessoas muito vulneráveis que são dependentes de drogas e álcool, provavelmente no pior momento de suas vidas”.

Contraceptivo Reversível

A coordenadora de projetos Maria Cripps, que trabalha com usuários no Hackney Dovetail Centre, disse:

“Eu acho que Barbara usa alguns exemplos extremos como argumento. Talvez isso funcione nos Estados Unidos, mas a Grã-Bretanha é um país muito diferente”.

O reverendo Martin Blakebrough, diretor do Kaleidoscope Project, no bairro de Camden, no norte de Londres, disse que é “válido considerar” a esterilização se isso for a opção certa para o indivíduo.

Outro reverendo, Robert Black, que trabalha com ex-viciados, considera os objetivos do projeto “desonestos”.

Rebatendo as críticas, Barbara Harris diz que as 20 últimas mulheres que foram esterilizadas pelo Project Prevention tiveram um total de 121 gravidezes.

“Se você acredita que essas mulheres têm o direito de ter filhos, então dê um passo à frente e adote o primeiro bebê a nascer”.

Comentando o assunto, um porta-voz da British Medical Association (BMA), a associação dos médicos britânicos, disse:”O comitê de ética da BMA não tem uma posição sobre a entidade beneficente Project Prevention”.

“Assm como em todos os pedidos para tratamento, os médicos precisam estar confiantes de que o indivíduo tem a capacidade de tomas as decisões específicas naquele momento”.

“O comitê de ética do BMA também acredita que médicos deveriam informar pacientes dos benefícios da contracepção reversível para que os pacientes tenham mais opções de reprodução no futuro”.

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